sábado, 28 de março de 2009

31.03 - Lei da Groovidade especial Jazz


Ah... o jazz. Do ragtime ao fusion, a mais louca e extravagante das poesias sonoras. Um sonho doidivanas presente em cada parte do metal fundido em sopro, um escorregadio e sensual percorrer dos contrabaixos sem trastes, o terror dos tambores esmurrados meticulosamente, a gentileza enorme dos pianos e vibrafones, o veludo na voz das divas, a força dos mestres do swing.

O jazz: amor supremo decantado em luxuosos fraseados, brilhantes sonoridades e inusitados arranjos de improviso. Arrebatamentos, apaixonamentos e colapsos.

O jazz de berço negro, extrovertido ou intimista, agressivo ou atento, às vezes chocante, mas sempre com seu quê delicioso e fractal.

O jazz foi feito para ser dançado e os bailes ferviam, mesmo que hoje em dia o escutemos como se fôssemos somente um cérebro extirpado habitando um pote de vidro.

A Lei da Groovidade da próxima terça-feira, 31 de março, seguindo a pesquisa das sonoridades que levam aos mais diversos pontos de inflexão do groove, ela celebrará o jazz em suas diferentes facetas. Celebrará também o aniversário da nossa cúmplice e sistah Di Tinuviel.

Os residentes e reincidentes Brawl, Marceleza & Rubim comandam a noite na pista, e das 22 às 24 horas o DJ Caiaffo, convidado especial da semana, tocará um set de aquecimento inteiramente dedicado aos clássicos do gênero.

O jazz, amigas e amigos: é porque o groove não viverá sem ele, e se o groove um dia morrer, o epitáfio fabuloso que investirá de vontade o carnaval dos seus funerais será, certamente, “aqui jazz o groove”!

Serviço:

31.03
Lei da Groovidade especial Jazz
convidado Dj Caiaffo
R$08,00 c/ nome na lista
R$10,00 s/ nome na lista

leidagroovidade@gmail.com

Sótão – Rua João Alfredo, 383 – Cidade Baixa

22:00

comunidade - 
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=57290654

perfil - 
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=17979439293436294468

quinta-feira, 26 de março de 2009

Revista + Movimento entrevista Rafael Rubim - Março/09

Entrevista com o produtor e seletor musical Rafael Rubim sobre os projetos, trabalhos e é claro, sobre a Lei da Groovidade.

 

O groove agora é lei

 

Alguém aí tem noção do que trata a Lei da Groovidade? Não? Nem eu. Mas estou louca pra saber… Para facilitar a vida de nossos leitores e ter ao mesmo tempo o prazer de um bate papo com o produtor cultural e idealizador do projeto, Rafael Rubim, perguntamos algumas coisas sobre essa nova Lei que deve ser cumprida à risca, sujeita a penalidade máxima: o tédio. Com vocês, Rafael Rubim e a Lei da Groovidade.

Fale da tua trajetória como produtor… - Bom, sou natural de Porto Alegre, morei oito anos em Florianópolis e voltei faz um ano para o RS. Comecei a trabalhar oficialmente com cultura em 2003, quando fazia parte do Centro Acadêmico, durante a faculdade de Engenharia, quando fui convidado para ser o responsável pelo Projeto Trama Universitário, divulgando o projeto e produzindo shows gratuitos. Depois disso, produzi eventos particulares, corporativos, festas, shows locais e nacionais, casas noturnas, projetos para Prefeituras, e por ai vai.

Como foi que resolveu investir na cultura do Rio Grande do Sul? Na verdade não invisto na cultura, ela investe em mim, mas como algo natural. Gosto de música, tenho um certo conhecimento e discernimento do que é bom. Vim para Porto Alegre para passar cinco dias e não voltei mais. Procurei algumas atividades relacionadas à cultura e um amigo, Alê Barreto me indicou o curso da Produtora Dedé Ribeiro. Me informei sobre, acabei fazendo a inscrição e meu período já se alongaria por 2 meses, que era a duração do curso. Como era apenas uma vez na semana, procurei algo para fazer e fui convidado para assumir a produção de uma casa noturna chamada Pé Palito, localizada na João Alfredo. Gostei da proposta da casa, que funciona há quatro anos e é especializada em música brasileira, tem o Dj Fred que é colecionador de discos de vinil, estou lá até hoje. Logo no fim do curso, a Dedé Ribeiro me chamou para um trabalho temporário na LIGA Produtora, onde ela é diretora, para produzir um evento nacional da Unimed, foi muito bacana trabalhar com ela, uma pessoal maravilhosa além se ser uma profissional exemplar. Durante esses três meses fui convidado pelo pianista Paulo Pinheiro para realizar um evento chamado Pianíssimo Pinheiro, no Teatro São Pedro, uma homenagem à família de pianistas Pinheiro, com convidados como Plauto Cruz, Jorginho do Trompete, Luis Fernando Veríssimo,…no total eram 22 artistas para coordenar…foi um sufoco, mas foi bem legal.

E tuas amizades por aqui, como se firmaram? Como morei aqui durante cinco anos antes de ir para Florianópolis, entre 1996 e 2001, já tinha vários amigos, músicos principalmente. Sou uma pessoa que se relaciona facilmente. Morando em Florianópolis fiz novas amizades depois que comecei a levar bandas daqui para lá, como a Zumbira e os Palmares, Pública, Ultramen, Alexandre Missél, Zé do Bêlo, Dj Fred (Pé Palito), Dj Jovi, King Jim, Os Arnaldos, Tonho Crocco, Subtropicais, Proveitosa Prática, Fruet e os Cozinheiros, aí quando voltei essa rede de relacionamento e amizade já estava montada.

Fale das tuas atividades culturais em Santa Catarina. Desde o Projeto Trama universitário, fiz parte da produção de uma festa chamada Nação Balanço, que trabalhei por dois anos, que era uma festa de música brasileira, voltada pro samba-rock. Depois produzi uma casa noturna chamada Drakkar, que recentemente abriu em Porto Alegre também, fiz shows de bandas como Los Hermanos, Nação Zumbi, Mundo Livre S.A., congressos nacionais, formaturas, festas de empresas, reveillon, aniversários, eventos de prefeituras municipais.

Como surgiu a Lei da Groovidade? Quem faz parte e como funciona? - A lei da Groovidade surgiu da falta de opção nesse tipo de som. São estilos que gosto muito, funk, soul, jazz, rare grooves e não tinha um lugar ou uma festa que tivesse só este tipo de som. Daí, convidei o baixista Leonardo Brawl e o percussionista Marcelo Brack, da banda de funk Proveitosa Prática para abraçarem comigo. Em novembro e dezembro as festas eram quinzenais, num bar chamado Sótão, nas terças. Em janeiro decidimos fazer semanal e a festa só cresceu, cada vez mais gente, pessoas ficando de fora por causa da lotação…a festinha está dando o que falar… Em abril estamos organizando um baile da Lei da Groovidade, com bandas de funk aqui de Porto Alegre mais os Djs residentes e convidados que já passaram por lá.

Quantas edições já aconteceram? Estamos na 14° edição. Um projeto muito novo ainda, mas estamos investindo nele.

Como está sendo a receptividade das pessoas com esta proposta? Fale tanto do Rio Grande do Sul como Santa Catarina. Muito legal, é um som contagiante. As pessoas estão cansadas da rotina, mesmos lugares, mesmo som… temos essa proposta de buscar sons experimentais, grooves raros, do fundo do baú, colocar a rapaziada pra “groovar” na pista. A ideia era começar cedo e acabar cedo por ser numa terça-feira, mas essa idéia foi por água a baixo… As pessoas chegam cedo e vão embora quase de manhã. O público que frequenta é de uma faixa etária de 25 à 35 anos, muito exigentes na questão musical, então a pesquisa é cada vez maior, sempre querendo surpreender e botar fogo na pista. Fizemos uma temporada em Floripa, em fevereiro. É um projeto totalmente novo, não tem uma festa parecida…foi aos poucos, mas nas 2 últimas o bixo pegou, recebemos muitos elogios e convites para voltarmos. Em breve estaremos lá novamente.

Por que resolveram investir no groove, funk? É um estilo que curtes, pessoalmente falando? Sim, como falei anteriormente, o groove é um ritmo contagiante. É muito difícil uma pessoal escutar um James Brown, um The Meters, Fela Kuti, Tim Maia, Black Rio e não balançar o pescoço, não ficar batendo o pé… e é o que acontece nas festas, pessoal de solta e dança a noite toda, é muito legal ver isso, colocar um som que pessoalmente eu curto e ver que tem mais gente querendo isso, mesmo não conhecendo, dançar, vir perguntar o que é… é muito legal…

As pessoas não confundem o verdadeiro funk com o funk carioca, por exemplo? As pessoas que freqüentam a Lei da groovidade têm ciência do estilo? Sempre tem os alienados. Por mais que expliquemos nas divulgações, sempre tem alguém que cai de páraquedas, era mais comum no começo da festa, hoje pessoal já está sabendo o que rola, e para contornar isso, a divulgação é feita em cima da palavra groove e não do funk, para evitar essa confusão.

Fale da agenda do evento e de possíveis novidades que estão por vir. Recentemente tivemos vários convidados como Tonho Crocco e Dj Anderson da Ultramen, o Fred esteve presente em todas as edições, mas acabou achando melhor focar no projeto dele que é o Pé Palito, que ocupa muito tempo e energia dele. A grande maioria dos nossos convidados não são Djs, nem a gente é, mas estamos lá pra mostrar os grooves e colocar um bom som, da melhor maneira possível, sem “apresentação” propriamente dito. Oster, Caiaffo, Di, Simone Otto, Sabrina (ex-rádio Ipanema). Todas as terças, a partir das 22 horas tem a Lei da Groovidade no Sótão (João Alfredo, 383 - Cidade Baixa), sempre com os residentes Brawl, Marceleza e Rubim, e eventualmente convidados especiais. Por enquanto, além do Baile da Lei da Groovidade que vai rolar em abril, estamos criando o site, camisetas já foram feitas, temos apresentação agendada para Santa Maria, contatos com Gramado e em breve Floripa de novo…

Promoção

A revista + movimento e a Lei da Groovidade vão presentear vocês, leitores do blog e frequentadores da festa. Leva uma camiseta da Lei da Groovidade quem escrever a melhor frase contendo os temas Lei da Groovidade e + Movimento. As frases devem ser enviadas para: leidagroovidade@gmail.com até o final do mês de abril. A frase vencedora será publicada aqui no blog e nas respectivas comunidades do orkut.

Saiba mais em:

http://www.youtube.com/watch?v=pPhARkcHmX4

http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=17979439293436294468

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=57290654

Cláudia Kunst

Original Linkhttp://maismovimento.wordpress.com/2009/03/25/o-groove-agora-e-lei/

Entrevista para a Revista O Dilúvio - Fev/2009

Entrevista para a Revista O Dilúvio, concedida por Leonardo Brawl e Rafael Rubim sobre o projeto Lei da Groovidade.

Confere o bate papo:

# noé ae?! #
O BAGULHO É ISLÂMICO

phts: Rodrigo Colla
txt: Luis Vieira
ntrvst: Arlei Arnt


A Lei da Groovidade é uma festa que atende a uma demanda de muitos porto-alegrenses: ouvir música boa. Para quem acredita que a única opção que existe na Cidade Baixa é uma salada musical com tudo que se pode imaginar mais um pouco de samba-rock, há uma alternativa considerável. 

Os DJ´s residentes do evento, Brawl, Marceleza, Fred e Rubim, fazendo do evento no Sótão, na rua João Alfredo, uma homenagem a música funk - aquela que surgiu nos Estados Unidos no fim da década de 60. Este estilo musical pode ser definido como uma mistura de elementos do soul, jazz e R&B com forte groove no contrabaixo. Isso dá mais ritmo à música e talvez, por consequência, mais vontade nas pessoas de dançar. 


Apesar de ser um evento de um estilo, a Lei da Groovidade tende a não ficar totalmente presa ao funk. Se observarmos todos os artistas renomados do estilo, todos passaram por vários estilos musicais. Um exemplo pode ser um dos grandes ícones do funk: James Brown, que começou no gospel, passou pelo R&B, soul e funk. Por caminhos parecido passaram Stevie Wonder, Ray Charles, Tim Maia e Michael Jackson, que se tornou o rei do pop. Portanto, “Lei da Groovidade” não é um tiro para todos os lado, mas pode ter mais um alvo.


O DILÚVIO:
Como nasceu a idéia do projeto? Quais objetivos?

Rafael Rubim:
Eu estava com uma casa muito legal na mão, que é o sótão. Surgiu a idéia de fazer uma festa de black music old school, bem puxado pro funk, pro groove e imediatamente me lembrei do brawl, que é o baixista da Proveitosa Prática, uma banda de funk aqui de Porto Alegre. Na nossa primeira reunião ja chamamos o Marcelo (percussionista da PP) para agregar idéias, arrumar um nome, sons e ser mais um Dj, quer dizer, mais um colocando som na festa.

O objetivo era (e é) fazer uma festa com um som "novo" em porto alegre, que a gente curte, pra gente se divertir e se tivesse mais gente que curtisse a proposta, seria melhor ainda, e tem tido...hehehe. Ja na primeira festa, recebemos o Tonho Crocco, que ajudou a divulgar a festa e depois foi tocar seus vinis por lá tbem
Pra segunda festa convidamos o fred(Dj do Pé Palito) para discotecar na festa. Ele fez questão de levar vinis e a aparelhagem toda, foi foda, muito legal. Depois dessa ele entrou pra produção da bagaça

O DILÚVIO:
Começou em novembro ou dezembro do ano passado, né?

Brawl:
Aham, começou em novembro inicialemnte era pra ser quinzenal... e assim foi no final de 2008..mas a terceira edição...foi um sucesso impressionante pra nós, idealizadores, e tb pros donos da casa, que resolvemos apostar, durante a temporada de verão, em todas as terças de janeiro e quase todas de fevereiro...

O DILÚVIO:
Perché terça? Dia disponível ou estratégia?

Brawl:
Digamos que as duas coisas... a gente tava tri na pilha de um esquema profiça, porém com uma cara intimista...
juntando basicamente o pessoal que é da "coisa" – que é do funk não que estivessemos fechados para os marinheiros de primeira viagem, muito antes pelo contrario, mas a festa seria um ponto de encontro e bate papo pra esse povo, a nação do groove que tem em Porto Alegre, a "Lei" era pra ser aquele lounge/funk..num dia que geralmente não tem baile (trampo) pros musicos, djs e apreciadores...

Rafael Rubim:
Deu praticamente tudo certo, só a idéia de acabar cedo que foi por água a baixo...rsrs

Brawl:
A Lei da Groovidade viria a 'filtrar' um segmento bastante especifico do estilo funk...que é um conceito amplo, complicado muitas vezes de explicar...mas que a gente procura resumir em tudo aquilo que é descendente do nóe do funk, pai das cobra, James Brown...e seus netos...ehheeh

Rafael Rubim:
Dj James Brawl

Brawl:
Hahaha... é improtante lembrar que a gente também desde o inicio tem em mente fazermos uma série de testes no formato da festa pra coisa ir pegando corpo...e forma ideal...pois insistir é uma das chaves..não da pra parar..pro nome se firmar e ser uma marca de confiança, de referencia..que possa até vir a se expandir pra outros pagos, outras casas, levando o conceito...até chegar num ideal que a gente almeja. Que é: festa com discotecagem 'xiita' de funk aliado a shows das bandas só de funk.

O DILÚVIO:
E perché no Sótão, já que a casa é quase sempre identificada com um outro publico distinto?

Rafael Rubim:
Desde que surgiu a oportunidade de criar projetos pra casa, notamos que o Sótão não é uma casa de musica eletrônica, eu ja fiz festa de electro rock, de rock, de indie, ja teve festa anos 80, psy, house, samba-rock, ja teve de tudo lá, e o dono curte funk, jazz... tipo, a casa precisa sobreviver, muitas vezes não tem um rumo até que a grana começe a entrar, porque nao é no amor, é um negócio, o cara ta com aquilo pra pagar as contas, que não são poucas... Até a gente começar, a casa estava pra alugar, depois da Lei da Groovidade, o cara ja tirou até a faixa de aluga-se de la....hehehe

O DILÚVIO:
Então o bagulho tá islâmico?

Brawl:

Aham..fundamentalismo funk!

Rafael Rubim:
Além de ser uma casa muito bonita, aconchegante, com 2 ambientes, escondida.... bem inferninho....hehehe

O DILÚVIO:
como é a função, mais detalhadamente? Tipo começa como, são quantos djs? Quanto tempo cada um? O que mais alem disso?

Brawl:
Bão..o troço é orgânico...a gente faz divulgação só no boca-a-boca e na rede, baixo custo..a gente produz a arte...a gente chega cedo...e começa a tocar..se revezando, seguinto uma ordem estabelecida em cada edição...as vezes varios blocos curtos..as vezes mais longos...tem a idéia dOs DVDs também...Não necessariamente de musica, de funk, mas de coisas identificadas com 'old school'

Rafael Rubim:
Somos em quatro: Brawl, Marceleza, Rubim e Fred, que abraçou a causa e ainda leva pick-ups pra ele tocar os vinis dele. O cara é colecionador de disco, bem conhecido pela brasilidade, mas o cara tem muita coisa de funk, e ja começou a comprar uns vinis muito foda. Esses dias me mostrou um vinil do Sarava Soul, comprou um Funkadelic a pouco... ta se armando... e só nessa divulgação boca a boca e virtual, ja recebemos convite de outras casas e até de outras cidades como Santa Maria, Gramado e Floripa pra fazer a festa por lá. Sempre as 22horas, rua joao alfredo, 383 - Cidade Baixa, Porto Alegre.

Brawl:
Em fevereiro estaremos atacando em duas frentes: todas as terças em Floripa, no Vecchio Giorgio, na Lagoa da Conceição; terças 3, 10 e 17 no Sótão, em Porto Alegre!


Sejam bem-vindos!!!

E ae gurizada!!

Até que enfim inauguramos nosso blog. 

Aqui vamos divulgar novidades relacionadas à Lei da Groovidade. Para começar, segue o vídeo que foi feito pelo parceiro Oster e Binho, sobre a Proliferação do Groove.



Groove!!